11 nov 2008

O Chico com um pé na cara da Joana. Uma tarde bem passada!
Os nossos - meus, e de quem vive os dias comigo - últimos tempos por aqui têm confirmado as razões pelas quais escolhi vir para Roma, passar o meu ano de Erasmus. Esta cidade tem História. Se saio de casa estou no Gueto Judeu, que engana aqueles que pensam que ele existiu apenas e só durante a Segunda Grande Guerra, tempos difíceis para os Judeus em Itália. Se vamos passear em (ou no) Trastevere, toda a gente sabe - é senso comum - que era ali a base do Cristianismo, enquanto este não foi abraçado pelo Imperador. O centro da Cidade transborda de Renascimento. As Igrejas de um estilo Barroco, que a mim, em alguns casos, causa náuseas! A livre, aberta e sedutora- e para mim romântica - Scalinata di Spagna, contrasta com os dois mil anos, o cheio e o imponente que é o Pantheon. O Afonso, um jesuíta nosso amigo, abre as portas do Palazzo da Companhia de Jesús e todas as Quartas reúne um considerável número de erasmus que o escutam, a falar da cidade e da arte que aqui reside. À parte deste fascínio, os dias continuam a ser belissimamente (existe?) bem passados. Continuam a estender-se noite dentro os jantares, com quem cá está e com outros que por cá passam. Na faculdade já se trabalha - ECCO! - e o grupo de italianos com quem estou já me proporcionou uma boa dose de emoções-fortes - que descreverei noutra oportunidade.

Pequeno-almoço nos Gesùiti num dia em que cá tinhamos 13 pessoas a dormir!

As peripécias continuam. Embora já seja possivel contar com uma casa de banho, descobrimos ser também possível haver mais água p´r´álem dos sítios onde seria expectável.
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A noite já vai longa... o jantar corre à mesa! Chove forte lá fora, como há uns anos já não víamos chover. Kika dirige-se à casa-de-banho para fazer aquilo a que havia direito.
Eis senão quando se depára com um pequeno lago. Ao averiguar da sua origem, verifica que a porta de casa não é mais estanque, e que grande parte da água proveniente da tempestade entra agora em casa, a grande velocidade, proveniente do exterior.
Sempre prestável corri a oferecer auxílio. Noto então a ausência de uma segunda esfregona. Que falha! Mas sabia-a a um canto, tinha que a encontrar! Lanço-me então no seu encalço. Na cozinha não está, no armário também não. No nosso quarto não, no quarto delas também não. Casa-de-banho - não! Já sei, no canto, junto à outra porta que dá para a rua!
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Quando dei por mim estava estatelado no chão. Consta que antes de escorregar na enorme poça de água que se formou junto à outra porta, no meio do escuro, ainda gritei um fugaz "- Cuidado!", o que deu um toque de ridículo a todo este episódio. Telefonema à senhoria "- Io ho C-A-D-U-T-O" e mais uma história para a posteridade! A quem cá passa, durante o jantar, a malta cá de casa insiste em relatar promenorizadamente cada segundo dessa noite.

O Chico não muito satisfeito com mais uma partida da sua bici. Joana sempre atenta ao flash.

As peripécias continuam. Na imagem pode ver-se a 11ª vez em que caíu a corrente da bici do Chico! A Lorella Tornado do Kika, em tempos uma das estrelas da nossa constalação encostou definitivamente à box. A minha continua pois a ser alvo de rasgados elogios por parte da crítica!

O Cabral, a Luisinha Nobre Guedes o Francisco Alvim e eu. O Panteão domina!


Entretanto, os amigos continuam a preferir a nossa humilde casa, quando cá se dirigem (a nossa casa apenas se torna óbvia em alternativa à rua!) No Final de Outubro ainda cá estiveram o Cabral, a Luísa, o Francisco e o Martinho! Hoje despedimo-nos do António - meu irmão - e da Franzi, que nos alegraram os últimos dias!