25 nov 2008

viaggiare con la Ryanair



Quem pensar o contrário desengane-se,viajar na Ryanair tem muito que se lhe diga.

É mágico - tudo,enquanto se é novo, tem um "q" de mágico - e é algo que tenciono fazer vezes sem conta durante os próximos tempos. Mas tenho também a certeza que esta minha forma de viajar não vai perdurar para sempre, assim o espero.
Esta ida ao nordovest de Itália foi um must, como diria a Mãe. Diverti-me imenso, tive experiências óptimas. Gelados e subidas às alturas em Milão e em Turim. Neve no Lago de Como. Sol, muito sol! Com muito frio, sim... mas nunca choveu! Dormi em casas quentes e confortáveis, comi comida caseira - obrigado Afonso, Belmar e restantes maltas - e bebi (hm!).Mas é óbvio que tudo o que é viagem tem peripécia! Saí de casa ainda não eram 6 da manhã de dia 20, só cheguei à Stazione Centrale di Milano às 11 e 50. Entretanto, uma viagem que podia ser simples até ao aeroporto de Roma faz-se em 5 meios de transporte diferentes: bicicleta, a pé, autocarro, combóio e táxi. Em vez de gastarmos os 5,5 euros que pensávamos gastar, foram 8,8. Vá, não se riam com o preciosismo dos cêntimos, aqui conta-se o dinheiro, é normal!
Já no aeroporto preparava-me para embarcar, carregando a minha mochila dos campos, normalíssima. Contudo, grande demais para a menina da Ryanair que decide sobre estas coisas. Conclusão: Não a pude levar na mão, foi directa para o porão. Mais 30 euros, e algum desgosto ao ver o preço de um voo de 1 euro a multiplicar-se infinitamente. Coisas de principiante!Chegados à Milão não quisemos ir no shuttle directo para a cidade, para poupar 5 euros. Apanhámos um combóio e um autocarro, e assim foi! Bem, foram 2 horas e meia para lá chegar, em vez dos 45 minutos do shuttle. Mas então somos viajantes low cost ou não?

a Joana, eu e as 10 peças de roupa que tive de vestir


Na volta claro que não me deixei apanhar nesta treta dos 30 euros da bagagem de porão. Tratei de vestir toda a roupa que tinha levado - as 5 t-shirts, a camisa, as 3 camisolas e o casaco, mais as calças de pijama, por baixo dos jeans - e lá passei pelo controlo! Com distinção. Eu então - que me dou lindamente com o calor - senti-me maravilhosamente bem, com 4 quilos de roupa em cima. Que tenha sido uma experiência irrepetível, é o que desejo.

Chegados a Roma, verificámos que a odisseia não tinha acabado. Apanhámos um autocarro para depois apanharmos um combóio. Eis senão quando... olhamos e vemos que o écran da televisão da estação onde estávamos era preto e dizia apenas Ferrovie dello Stato (a CP de cá). Ou seja, não se passava nada àquela hora. Incrível, pois nem era meia-noite. As coisas resolveram-se, à uma da manhã estávamos em casa.

Dias como estes é agora. Ou nunca!